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Trauma: quando “já passou” por fora… mas o teu corpo ainda dá sinais

Tu podes estar a trabalhar, a cuidar dos teus filhos, a fazer a tua vida “normal”… e, mesmo assim, sentires que há qualquer coisa em ti que não baixa a guarda.

E depois vem a culpa:“Eu não devia estar assim.”“Já passou.”“Há pessoas pior.”

Mas o trauma não se mede com lógica. Mede-se com os sintomas do teu corpo.


Quando algo foi demasiado, demasiado rápido, demasiado solitário — o teu corpo aprende uma regra simples: não é seguro relaxar. E, a partir daí, ele passa a proteger-te mesmo quando tu já só querias viver.


Como é que o trauma aparece no dia a dia?

Nem sempre é “lembrar o que aconteceu”.Às vezes é só isto:

  • acordas cansada, mesmo dormindo;

  • estás sempre “a mil”, mas por dentro sentes-te vazia;

  • irritas-te com pouco e depois ficas a remoer;

  • sentes o peito apertado, a barriga instável, a tensão no corpo;

  • tens dificuldade em confiar, em delegar, em parar;

  • queres estar bem… mas o teu corpo reage como se estivesse em perigo.

Isto não é fraqueza.É um corpo competente a tentar impedir que tu voltes a sofrer.


O que a psiconeurobiologia te ajuda a perceber (sem culpas)

O teu cérebro tem um sistema de alarme.Quando ele aprende “perigo”, ele fica mais sensível a tudo: sons, olhares, silêncio, conflitos, notícias, discussões, pressão no trabalho.

E o corpo acompanha:respiração curta, músculos tensos, sono leve, digestão reativa.

Tu não estás “demasiado sensível”.

Tu estás demasiado tempo em modo sobrevivência.


A parte que ninguém te diz: não se cura trauma à força

Não é “pensar positivo”.Não é “ser forte”.Não é empurrar para baixo e seguir.

Trauma começa a aliviar quando o teu sistema nervoso recebe uma mensagem repetida, por dentro:


“Agora eu posso abrandar.”“Agora eu posso estar aqui.”“Agora eu estou segura o suficiente.”


E isso aprende-se. Com método. Com prática. Com respeito pelo teu ritmo.


Um exercício rápido (para quando sentires o corpo em alarme)

Faz isto em 40 segundos, sem perfeccionismo:

  1. Põe uma mão no peito.

  2. Faz 3 expirações longas (como quem solta peso).

  3. Olha à tua volta e diz por dentro:“Eu estou no presente.”

  4. E acrescenta:“O meu corpo está a tentar proteger-me. Eu não vou lutar contra ele. Eu vou guiá-lo.”


Isto não é “mágico”.É neurobiologia aplicada: estás a ensinar o cérebro a sair do modo ameaça e a regressar ao agora.


Se isto te tocou…


Talvez tu não precises de “aguentar mais”.Talvez tu precises de um espaço onde o teu corpo finalmente aprenda a baixar a guarda — sem medo, sem pressa, sem julgamento.

Se quiseres, eu posso ajudar-te a compreender os teus sintomas, a regular o teu sistema nervoso e a reprocessar o que ficou preso — com uma abordagem informada pela psiconeurobiologia, PNL (simplificada) e uma leitura clínica, segura e humana.

 
 
 

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©2022 por Faz-te Feliz. 

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